quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Facebook atinge marca de 1 trilhão de visualizações em junho

Website é o mais acessado da internet no mundo

 
O Facebook atingiu a marca de 1 trilhão de visualizações em junho deste ano. O novo dado, segundo informou o site ReadWriteWeb, confirma a posição da rede social como o site mais acessado da internet.

De acordo com os dados divulgados peloDoubleClick subsidiária do Google, em junho, o Facebook recebeu 870 milhões de visitas de usuários únicos, o que, por si só, supera o número de usuários registrados na rede social em cerca de 120 milhões.

Os dados ainda mostram que cada usuário clica, em média, 1.150 mil vezes no Facebook ao longo de um mês. O segundo site mais visitado foi o YouTube, com 790 milhões de usuários únicos e 100 milhões de visualizações.

O levantamento não leva em conta sites adultos, ferramentas de propaganda e alguns websites do Google.

Análise: o que acontecerá com a Apple sem Steve Jobs?

Em 2008, Steve Jobs tira da cartola o Macbook Air, o computador mais fino do mundo

A Apple continuará a ser a empresa da inovação tecnológica e do marketing depois da saída do carismático Steve Jobs? Os especialistas, que o celebram como criador sem igual e organizador de talento, estão divididos.

Os graves problemas de saúde de Steve Jobs já eram conhecidos. Mas o mercado ficou abalado após o anúncio de sua saída do cargo de diretor executivo na quarta-feira. A segunda maior empresa em capitalização nas bolsas, até então em ótima situação financeira, caiu mais de 5% no pregão eletrônico após o fechamento da Bolsa de Nova York.

A Apple conseguirá se reinventar sem Jobs? Produtos tão revolucionários como o iPhone e o iPad serão criados? "As pessoas que adoram tecnologia e informática dizem: quem vai nos proteger da mediocridade e dos produtos baratos?", resume Jean-Louis Gassée, antigo funcionário da empresa que aproximou Steve Jobs nos anos de 1980 da France Inter. O escritório Gartnet é mais otimista "Eu acredito que a Apple vai conseguir se virar" afirma o analista Van Baker.

"É certo que isso marca o fim de uma era, mas não podemos esquecer que a Apple é muito mais que uma única pessoa, mesmo sendo esta pessoa o Steve Jobs", acrescenta seu colega Michael Gartenberg. Esta é a mesma opinião de Frédéric Filloux, do Monday Note, uma publicação especializada no setor de novas tecnologias e comunicação.

"Eu não acredito que seja uma catástrofe, ele teve tempo suficiente para preparar sua sucessão e instalar uma cultura empresarial e de organização interna, com homens de sua confiança que irão perpetuar seu trabalho", acredita, antes de lembrar que os problemas de saúde de Jobs começaram em 2004. "É verdade que Steve Jobs era um grande visionário, mas ele soube formar suas pessoas", segundo Filloux. O co-fundador da Apple "vai carregar o futuro da empresa", o que pode levar a instituir "uma espécie de organização militar tendendo quase a uma ditadura, onde se aplica regras para preservar segredos focalizando tudo em cima de um produto", explica.

"A Apple se concentra em linhas de produtos que são as mais simples possíveis e as mais eficazes", opinou Filloux. Isso possibilita ter por exemplo "uma parte do mercado enorme com um único modelo de telefone, o iPhone". "Depois do retorno ao controle da empresa em 1997, Jobs teve coragem de criar esta cultura, que do meu ponto de vista, é inalterável, não vai se desfazer em dois anos", diz Filloux.

Para assegurar a continuidade, existe uma parte "hereditária", Tim Cook, que "é menos carismático que Steve Jobs, mas inacreditavelmente forte" e uma equipe responsável pelo design arrojado, sob o comando de Jonathan Ive. A isso, acrescenta que "a empresa está em boas mãos", "os empresários que estão ali desde um certo tempo, já estão na casa dos 50 anos e são dedicados as suas tarefas".

Em termos de imagem, a Apple ficará órfã com a saída de Jobs, afirma Olivier Bomsel, da empresa ParisTech. "No campo da tecnologia, a Apple equivale a um grande ateliê de costura", sublinha. "É muito claro que Jobs vai morrer. Steve Jobs para a Apple é uma espécie de astro do rock ou criador de mundo. É a mesma situação da Dior após a morte de Christian Dior, ou da Chanel depois da morte de Coco Chanel", segundo Bomsel.

"Na música por exemplo, ele conseguiu fazer do iPod um emblema da experiência musical do consumidor, já que antes era o U2 ou os Stones. Quem vai agora personificar a experiência da Apple?", questiona.


Saiba quem é Tim Cook, que substitui Jobs como CEO da Apple

Tim Cook foi nomeado CEO, o cargo mais importante da Apple

 
Com a renúncia de Steve Jobs como CEO da empresa mais rentável do mundo, a Apple, o fiel escudeiro Timothy D. Cook toma o posto de maneira integral. Não é a primeira vez, no entanto, que o agora antigo diretor de operações fica à frente da Apple. Isso já aconteceu pelo menos outras três vezes. Foi ele quem tocou o barco em 2004, por dois meses, quando o capitão passou por uma cirurgia. Depois, por vários meses em 2009, quando Steve Jobs fez um transplante de fígado. E, por último, antes de assumir a presidência-executiva definitiva, em 2011, era Cook quem jogava as cartas na companhia havia alguns meses, desde que Jobs se retirou para tratar da atual doença.

Cook nasceu em 1 de novembro de 1960 em Robertsdale, no estado do Alabama, nos Estados Unidos. Ele é licenciado em Engenharia Industrial pela Universidade de Auburn, em 1982, e seis anos depois fez o MBA na Universidade Duke Fuqua School of Business, em Durham, também nos EUA. Na carreira profissional, o nome foi feito dentro da IBM, onde Cook atuou durante 12 anos como diretor. Depois disso, ele passou seis meses como vice-presidente corporativo de materiais da Compaq, antes de Jobs conhecê-lo e levá-lo para a Apple, em 1998.

A fama de reservado
Tim Cook tem fama de reservado e é um "viciado em trabalho que, além da Apple, se interessa por ciclismo, estar ao ar livre e o time de futebol americano de Auburn", diz a revista Forbes. Ele é conhecido também por dividir com Jobs um estilo de liderança que revisa, questiona e autoriza cada detalhe do trabalho. Quem os conhece diz que, ainda que partilhe do fervor de Jobs pela empresa, o jeito de Cook é totalmente oposto. Jobs é apaixonado, exaltado e emotivo. Cook é calmo, frio e totalmente racional.

Como COO - diretor de operações, Cook se mostrou eficiente. Tão logo chegou, ele tratou de fechar unidades próprias, vender estoques e tomar outras medidas para que a empresa reduzisse os custos e continuasse a ser viável. Em seguida, ele fez acordos com fabricantes asiáticos para produção de alguns componentes - atualmente famosas por produzirem as peças do iPhone e do iPad. Foi ganhando a confiança de Jobs até chegar a ser o segundo nome em comando da Apple.

Racional, disciplinado, entusiasta dos exercícios físicos, o homem das operações, dos números e da eficiência - mas não da criação, Cook deve refletir o modo como vem agindo na empresa em mais de uma dácada de história agora como o homem mais importante da empresa mais importante financeiramente e para o mundo da tecnologia. Agora, se Jobs vai se retirar totalmente da tomada de decisões e agir como um rei que reina, mas não governa, só o tempo vai poder dizer.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

AINDA dá TEMPO



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Venda de tablet nacional começa em setembro, diz ministro

Equipamento produzido no Brasil deve ser 40% mais barato que importado.
Governo concedeu incentivos fiscais para a produção de tablet no país.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, disse nesta quarta-feira (10) que a venda aos consumidores dos primeiros tablets produzidos no país começa em setembro.

"Algumas empresas me comunicaram que em setembro já estarão disponibilizando os tablets [para venda aos consumidores]", disse Mercadante. Ele participou de evento em Brasília que discute os investimentos em tecnologia da informação e telecomunicações no país visando a realização da Copa de 2014.

Mercadante disse ainda que, também em setembro, começa a produção de smartphones no país.

O governo concedeu incentivos fiscais para a produção de tablets no país. As empresas beneficiadas se comprometem a produzir equipamentos com 20% de componentes nacionais, percentual que deve subir para 80% em três anos. Mercadante afirmou que o governo vai "fiscalizar rigorosamente" o cumprimento dessa exigência.

Os tablets produzidos no Brasil serão até 40% mais baratos do que os equipamentos disponíveis atualmente nas prateleiras, segundo o governo. Das 12 empresas interessadas na montagem do dispositivo no país, oito já estavam, em junho, licenciadas para início da produção.

Em junho, Mercadante já havia afirmado que a Foxconn, responsável pela montagem do iPad, da Apple, iria começar a produção do tablet no Brasil no final de agosto ou início de setembro. Segundo ele, a Apple precisou adiar o começo da produção, previsto inicialmente para final de julho.